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VANDALISMO NO CAMPO. O MST É A NOSSA AL QAEDA

Alguns leitores reclamaram do tom que empreguei em dois textos sobre os ditos sem-terra: MAIS UM CRIME ESCANCARADO DO MST. ATÉ QUANDO? e ARRUMEM SANGUE PARA O MST. O MOVIMENTO ESTÁ COM SEDE. Dizem que exagerei um pouco; que poderia ter sido mais compreensivo com um problema cuja natureza é social. Pois é: eu não acho que seja, mas volto a este ponto mais tarde. Quero me ater aqui às demonstrações de selvageria explícita do movimento, que abandonou a fazenda Cutrale, obedecendo a uma ordem judicial, mas deixou atrás de si um rastro impressionante de destruição: mais pés de laranja derrubados, tratores destruídos, instalações depredadas.

Quem fez aquela miséria toda? Foi o MST! Mas como intimar o movimento a dar explicações? Como responsabilizá-lo criminalmente? Ele não existe! Os sem-terra se organizam como um partido clandestino. A figura mais carimbada do movimento é João Pedro Stedile, chefe dessa indústria de produzir ideologia e mentiras. Mas notem que ele tem aparecido pouco. Gilmar Mauro já teve o seu período de estrelato e sumiu. Depois foi a vez de Jaime Amorim, que agora emudeceu. Legalmente, essas figuras pertencem a cooperativas, estas, sim, unidas em espírito ao movimento. O MST é a Al Qaeda nativa – um pouco mais centralizado, é verdade -, e Stedile é seu Osama Bin Laden.

Saibam que o movimento mantém em segredo os nomes da maioria dos dirigentes – seguindo, rigorosamente, a receita de um partido que eles chamariam “revolucionário” e que eu chamo “terrorista”. A ação no laboratório da Aracruz já havia evidenciado do que essa gente é capaz. A depredação da fazenda da Cutrale, no entanto, superou mesmo as piores expectativas. O que distingue aquilo que vimos da ação de um grupo qualquer que integre o crime organizado? Não faltou nem mesmo o assalto puro e simples, o roubo.

Tentam alguns emprestar sotaque econômico – e até de economia política – a esta fase de radicalização do movimento: o programa Bolsa Família teria desmobilizado os ditos sem-terra ao lhes tirar, como chamarei?, os obreiros da ideologia, aquela massa de manobra que serve aos propósitos do movimento sem nem saber por quê. Muitos teriam preferido pegar a ajuda oficial, deixando o MST pra lá. Não descarto que isso tenha acontecido. Mas que não se deduza daí que o movimento está “fraco”.

Nunca esteve tão forte a depender do ângulo que se olhe. O MST tem hoje o controle do Incra e praticamente monopoliza as verbas públicas dedicadas à assistência social ao campo. Em cinco anos, o governo repassou para ONGs ligadas ao movimento a estupenda quantia de R$ 115 milhões. Outro dia, um desses articulistas especializados em igualar desigualdades indagou quanto o governo cedeu à indústria na forma de renúncia fiscal ou redução de impostos. Foi para promover a baderna? Foi para financiar a transgressão a uma penca de artigos da Constituição e do Código Penal?

MP antiinvasão
Existe uma Medida Provisória contra invasão de terras, editada em 2000, no governo FHC. O número de invasões caiu drasticamente. E voltou a subir no governo Lula. Foram 497 entre 2000 e 2002 (na média, 165,67 por ano) contra 1.357 entre 2003 e 2008 (média de 226,17) – um aumento de 37%. A violência cresceu brutalmente. A MP basicamente indispõe para reforma agrária terra invadida. Atenção! O governo Lula nunca a aplicou. O PT chegou a recorrer ao Supremo contra a MP quando era oposição e perdeu. No poder, Lula se nega a cumprir um texto legal. Os petistas não aplicam leis com as quais não concordem.

O verdadeiro responsável pelo vandalismo do PT chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do que ele pratica, negando-se a aplicar a lei que coíbe invasões, é prevaricação.

Cadê o Ministério Público?
Cadê a OAB?
Cadê aquela, como é mesmo?, associação dos juízes em defesa da democracia — ou algo parecido? Na última vez em que ouvi falar de sua presidente, ela havia assinado um manifesto contra — eu escrevi CONTRA — uma CPI para investigar a origem dos recursos que alimentam os ditos sem-terra.

Uma associação de juízes que assina um manifesto contra uma prerrogativa legal do Congresso — fazer CPIs —, mas que se cala diante da prevaricação do presidente da República dá uma definição de si mesma e de seus critérios de justiça. E ajuda a explicar por que chegamos a este ponto.

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