Arquivo para 1 de dezembro de 2009

01
dez
09

Pessoas com Aids têm mais problemas psicológicos do que físicos, diz pesquisa

65% dos pacientes em tratamento consideram saúde boa ou ótima.
No entanto, 47% dizem sentir grau intenso de preocupação ou ansiedade.

DO GI, EM SÃO PAULO

Os pacientes com Aids em tratamento no Brasil sofrem mais com problemas psicológicos ou sociais do que com a ação do vírus no organismo, mostra pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta terça-feira (1º), pelo Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde.

A pesquisa “Percepção da qualidade de vida e do desempenho do sistema de saúde entre pacientes em terapia antiretroviral no Brasil”, financiada pelo governo federal, foi realizada em 2008 com 1.260 pessoas que recebem tratamento antiretroviral para Aids – em todo o país, 200 mil fazem o tratamento, de acordo com o Ministério da Saúde.

Os dados mostram que 65% dos pacientes com Aids em tratamento consideram sua saúde como boa ou ótima. No entanto, 33% dos pesquisados afirmaram ter tristeza ou depressão em grau intenso ou muito intenso. 47% disseram sentir preocupação ou ansiedade em grau intenso ou muito intenso.

O índice de pessoas com Aids que se sentem bem de saúde é superior ao registrado pela população em geral – cerca de 55% consideram a saúde boa ou ótima. Os dados da população em geral são da Pesquisa Mundial de Saúde, feita pela Organização Mundial de Saúde em 2003.

As pessoas com Aids também se consideram com melhores condições de saúde do que os pacientes com outras doenças crônicas ou de longa duração: 27% classificam a própria saúde como boa ou ótima.

Considerando os problemas psicológicos, quem tem Aids sofre mais do que a população em geral: somente 15% dos entrevistados declararam sentir tristeza ou depressão em grau intenso ou muito intenso. No aspecto preocupação e ansiedade, o percentual da população em geral também foi menor: 23% disseram sentir em grau intenso ou muito intenso.

Aqueles que iniciaram o tratamento após 2007, indica a pesquisa, têm uma pior avaliação de seu estado de saúde. Para os pesquisadores, isso pode ocorrer porque “esses pacientes ainda não recuperaram seu sistema imunológico devido ao pouco tempo de tratamento” e ainda podem sofrer com os efeitos colaterais do início do tratamento.

Análise

Para a coordenação da pesquisa, os dados mostram que as pessoas com Aids no país têm dificuldade para superar os traumas causados pelo diagnóstico da doença.

“Os sentimentos de tristeza e depressão podem ser explicados pela falta de apoio social, pelo sentimento de discriminação, pelo sentimento de solidão, entre outros, que diferenciam as pessoas com Aids da população geral”, diz a análise.

A coordenação da pesquisa também avalia que muitos dos pacientes em tratamento consideram seu estado de saúde bom porque comparam com a situação em que estavam no momento do diagnóstico.

“Quando fazemos a pergunta, eles acabam por comparar a situação atual ao momento do diagnóstico, o que faz com que boa parte dos pacientes respondam que atualmente sua saúde é excelente ou boa”, explica a pesquisa.

Principais dificuldades

A pesquisa mostra ainda que 36,5% dos entrevistados disseram que após o diagnóstico tiveram uma piora das condições financeiras. Outros 33,7% apontam como principais perdas a piora na aparência física.

A entrada no mercado de trabalho também é prejudicada, mostra a pesquisa. Dos pacientes homens em tratamento, por exemplo, 55% não trabalham contra 21% da população masculina em geral – levando em consideração os dados de 2006 – os disponíveis na época da realização da pesquisa da Fiocruz, segundo o governo – do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando homens e mulheres, o percentual dos que não trabalham sobe para 58%. 20% dos entrevistados disseram ainda que perderam o emprego após o diagnóstico do HIV.

01
dez
09

Ator Raul Gazolla é condenado a indenizar estudante em R$ 8 mil

Discussão no trânsito, em 2007, gerou indenização por dano moral.
Advogado afirma que não vai recorrer da decisão.

Do G1, no Rio
O ator Raul Gazolla foi condenado a pagar R$ 8 mil por danos morais à estudante Kiane Kelner Netto, que teria sido ofendida por ele em 2007, durante uma discussão no trânsito. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio. O advogado de Gazolla, Eduardo Goldenberg, afirmou que não vai recorrer e que já orientou o ator a depositar a indenização.

Segundo informações do Tribunal de Justiça do Rio, em outubro de 2007, a jovem atravessava a rua quando quase foi atingida pelo carro do ator. Ela teria reclamado da sua atitude, mostrando-lhe o dedo. Gazolla então teria descido do veículo, dirigindo-se à porta da escola da estudante, e, diante de seus colegas, teria cuspido em seu rosto.

Por unanimidade de votos, a Câmara acolheu o voto do relator do processo, desembargador Ronaldo Lopes Martins. “A honra é um valor íntimo moral do ser humano, constitui um de seus bens mais preciosos, não podendo ficar à mercê dos que a desprezam”, afirmou o desembargador.

Segundo ele, a humilhação gerada pela conduta do ator “ultrapassou e muito a normalidade”.

saiba mais
Vestido de noiva apertado rende indenização de R$ 4 mil por danos morais Passageira se fere em tumulto no metrô e ganha indenização Aposentada ganha indenização por cair em calçada no Leblon Queda de letreiro em cima de artista gera indenização de R$ 5 mil
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“Quem pode imaginar que, após um mero desentendimento no trânsito, pode ser abordado e agredido com ‘cuspidas’ em seu rosto?”, indagou o relator.

Jovem também demonstrou não ter limites, diz relator

O desembargador destacou ainda que a jovem, ao gesticular de forma a agredir o ator, demonstrou também que não possuía limites. Porém, para o desembargador, o comportamento de Raul Gazolla não se justifica.

Representada por seu pai, Custódio Neto Filho, a estudante entrou primeiramente com ação na 1ª Vara Cível da Barra da Tijuca. Em novembro de 2008, a juíza Érica Batista de Castro julgou o pedido procedente e condenou o ator a indenizar a jovem em R$ 5 mil. Kiane então recorreu, para aumentar o valor da indenização, e Raul Gazolla apelou pela reforma da sentença. O pedido do ator foi julgado improcedente.

Segundo o advogado de Gazolla, ele já admitiu ter se arrependido e se desculpou publicamente com a estudante. De acordo com Goldenberg, o ator chegou a fazer uma proposta de acordo, que não foi aceita.

“Tudo o que ele tinha para dizer sobre o fato – bastante noticiado à época – ele já disse. Que se arrependeu por ter perdido a cabeça, que se desculpou publicamente com a estudante e que agora não mais recorrerá, acatando a decisão judicial que o condenou a pagar mais R$ 8 mil a título de indenização por danos morais”, afirmou o advogado.

01
dez
09

O que é Disfunção Erétil?

(ProMen) ARTIGO

A Disfunção Erétil (DE) ou impotência consiste na dificuldade em alcançar ou manter a ereção peniana que seja suficiente para um desempenho sexual satisfatório. Vale lembrar que falhas ocasionais são comuns e fazem parte da vida sexual de qualquer homem. Só quando o problema ocorre repetidamente é que se configura a Disfunção Erétil. A maior parte das queixas em relação à Disfunção Erétil é de que o paciente até consegue alcançar a ereção, porém esta não é suficientemente firme para uma relação sexual satisfatória. Em alguns casos esta ereção pode acontecer, mas desaparece rapidamente quando se pratica o ato sexual em determinada posição, ou ainda, durante a penetração.

Causas: Há duas razões fundamentais para se ter ou manter uma ereção, são elas causas orgânicas e psicológicas e em geral ambos estão relacionados, afinal é natural se ter um problema físico derivado de um problema psicológico, e a Disfunção Erétil não é exceção. Aproximadamente 10% dos casos de Disfunção Erétil são causados por fatores psicológicos, geralmente relacionados ao nervosismo ou pressão durante o ato sexual. Outras causas psicológicas comuns são o medo do fracasso, a cobrança por parte da parceira, o estresse, a ansiedade, a depressão e inclusive a falta de desejo. Os outros 90% correspondem às causas orgânicas, normalmente atribuídas a enfermidades vasculares, e como o pênis requer uma boa irrigação sangüínea para ter uma ereção, qualquer obstrução, por mais leve que seja, pode interferir e dificultar a ereção.

Causas Clínicas:
– A diabetes é provavelmente uma das grandes vilãs, pois de 30 a 50% dos diabéticos estão entre as vítimas do problema. Isso acontece porque a diabetes descontrolada causa doença vascular e dano nervoso, ambos influenciando a capacidade de ereção.

– Além da diabetes, doença renal, alcoolismo, tabagismo, esclerose múltipla, e a doença vascular são responsáveis por cerca de 70% de todos os casos de Disfunção Erétil.

– Entre outros fatores de risco estão a hipertensão (pressão arterial elevada), hiperlipidemia (excesso de gordura e lipídios no sangue), hipogonadismo (redução da atividade das glândulas reprodutivas), disfunções endócrinas, entre outros.

01
dez
09

Pesquisadora levanta nova hipótese sobre motivo da morte de Jane Austen

LIVROS

Reuters

Pesquisadores debatem sobre o misterioso motivo de sua morte

Não apenas a obra de Jane Austen, autora de clássicos literários como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”, tem sido objeto de intenso estudo pelos especialistas, mas também os motivos da sua morte, mistério que tem intrigado médicos há décadas.

A história das especulações sobre o motivo do seu falecimento precoce, aos 41 anos, chega a competir em complexidade com as histórias da escritora. Uma das hipóteses mais aceitas desde a década de 1960 foi que a autora sofria da doença de Addison ou doença de Hodgins, que causariam os sintomas de exaustão que a manteve de cama por dois anos, mudança na cor da pele, dores reumáticas e ataques da bile. Em 1997, no entanto, a biógrafa Claire Tomalin sugeriu no livro “Jane Austin: A Life” (sem tradução no Brasil), que a autora podia ter falecido devido a um tumor no sistema linfático.

Porém um estudo divulgado hoje na revista “British Medical Humanities” levanta uma nova reviravolta sobre o possível motivo da morte de Jane Austen: tuberculose de origem bovina. A pesquisadora Katherine White afirma em seu artigo que o fato da autora se manter lúcida até o fim da vida descarta as hipóteses levantadas anteriormente e que as mudanças de cor relatadas nas cartas podem dizer respeito a manchas abaixo dos olhos, e não em todo o corpo. A tuberculose bovina era uma doença relativamente comum na época, contraída por beber leite não-pasteurizado.

Dada as dificuldades de diagnóstico dessas enfermidades sem um exame sanguíneo, no entanto, é provável que a prova definitiva da razão da morte de Jane Austen nunca seja comprovada.

01
dez
09

Programa da Globo reúne as filhas e expõe decadência de Raul

da Folha de S.Paulo

Após Cazuza e Claudinho, da dupla Claudinho & Buchecha, o “Por Toda Minha Vida” vai tentar abraçar a tumultuada vida de Raul Seixas, o “maluco beleza” que saiu da Bahia para investir na carreira musical. Ele se casou cinco vezes, teve três filhas e morreu sozinho em seu apartamento, em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, por complicações de diabetes e do alcoolismo.

Dirigido por João Jardim (“Janela da Alma”), o programa é protagonizado por Julio Andrade e reúne imagens de arquivo, reconstituições e depoimentos de familiares e amigos. Conta como foi o começo, aos 17 anos, com a banda Relâmpagos do Rock, quando teve de lidar com a oposição da família e, mais tarde, com as dificuldades de se lançar no Rio de Janeiro.

O ator Julio Andrade que interpreta Raul Seixas no especial da Globo que vai ao ar quinta

Fracassou e retornou para Salvador, meio incrédulo com seu destino, até que voltou ao Rio para ser produtor musical na CBS. Quando Marco Mazzola o ouviu cantar, resolveu contratá-lo como artista.
Foi também nessa temporada carioca que conheceu seu maior parceiro, Paulo Coelho, com quem fez “Há Dez Mil Anos Atrás”, “Medo da Chuva” e “Sociedade Alternativa”.

O especial musical também traz entrevistas com os cantores Jerry Adriani, Tom Zé e Marcelo Nova, que falam das relações com o músico e das novidades que trouxe ao rock.

Já o jornalista Tárik de Souza diz que Raul “foi um homem de excessos”. Sem conseguir lidar com o sucesso, mergulhou na bebida sem volta.

George Moura, que assina a redação final, diz que “o programa não esconde o alcoolismo ou a decadência”. “São momentos sofridos, mas há também depoimentos muito emocionantes, como o da filha Vivi, que relata os gestos de afeto durante a infância dela.” Outro diferencial é ter promovido o encontro das duas filhas americanas. “Elas nunca tinham se visto na vida. Foi muito interessante”, conta.

01
dez
09

FORA, ARRUDA! DO DEM E DO GOVERNO!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009 | 6:17

Quem se atreve a defender José Roberto Arruda (DEM), governador do Distrito Federal? A Executiva do DEM se reúne hoje de novo. É possível que adie a decisão por duas semanas, dando-lhe o chamado “direito de defesa”: em oito dias, ele apresenta suas explicações para o caso, e um relator do partido teria mais oito para se manifestar. Até lá, é o partido que continua sangrando. PORQUE OS DEMOCRATAS DEVEM TER CLARO QUE ARRUDA JÁ NÃO TEM MAIS SANGUE PARA PERDER. É um cadáver político. A PARTIR DE AGORA, O QUE ELE FAZ É SUGAR O SANGUE DO PRÓPRIO DEM. Estima-se que existam por aí mais uns 20 vídeos desta cornucópia de safadezas que é o tal Durval Barbosa. A coisa não vai parar, e o DEM sabe disso.

A “informação” ou “boato” que segue está em todo o meio político e pautou o jornalismo ontem: Arruda estaria agora chantageado o próprio partido, já que o seu “esquema” teria servido ao DEM nacional. Enquanto a sua expulsão for postergada — e caso não venha a se consumar —, a possibilidade é tomada como verdade. E, se for verdade, cedo ou tarde, o fato virá à luz. Que venha cedo. Se não for, cumpre cortar o mal pela raiz. No momento, o mal é Arruda. Enquanto estiver por aí, o cadáver, como já escrevi aqui, procria. É claro que há outros elementos escandalosos nessa história além do escândalo propriamente dito protagonizado por aquela gangue instalada no Distrito Federal. Falarei a respeito em outros posts. Eles pedem providências. Mas que fique claro: não há exploração política possível que negue o que todo mundo viu.

Sim, as fitas estão sendo vazadas obedecendo única e exclusivamente ao interesse dos vazadores — seja o próprio Durval, sejam “fontes” da Polícia Federal ou do Ministério Público. Eventos acontecidos neste governo e no anterior, de Joaquim Roriz, se misturam para dar a impressão de que “é tudo coisa do Arruda”. Ocorre que o que efetivamente é “coisa do Arruda” já é do balacobaco. Não há saída possível. OU O DEM EXPULSA ARRUDA OU ACABA EXPULSO PELO ELEITOR.

O governador, ademais, continua ruim pra chuchu para dar desculpas. O comunicado que leu ontem é patético. Lembrava o Arruda da violação do painel do Senado, negando de pés juntos o ocorrido. Se é com argumentos como estes que pretende convencer o DEM, então não quer convencer, mas ofender a inteligência alheia. Acompanhem em vermelho alguns trechos. Comento em azul;

Tendo em vista o que aconteceu nos últimos dias e depois de uma análise preliminar dos documentos disponíveis, julgo importante fazer algumas considerações. Primeiro: durante oito anos, o denunciante Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos, todos por atos praticados no governo anterior foi presidente da Codeplan. a empresa de informática do governo Roriz.
Arruda sabia que ele era réu em 32 processos e o fez secretário de Relações Institucionais por quê? Pelos belos serviços prestados até ali? Ou será que precisava de alguém com o perfil de Durval?

Os recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais nos anos de 2004, 2005 e 2006, entre os quais o que foi exibido pela TV, foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral.

Noto que Arruda já se antecipa e fala em recursos recebidos ao longo de três anos. Haja ações sociais! A propósito: o que o grupo tem contra o uso de talão de cheque e conta em banco? Quantas toneladas de panetone Arruda comprou?

Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na equipe de informática. Não concordamos com a sua permanência no mesmo posto e o mantivemos no governo em outro setor, meramente burocrático, já que não havia naquela momento nenhuma condenação. Ainda havia problemas na empresa de informática.
Arruda dá a entender que Durval não era de confiança para o setor de informática… E era de confiança para quê?
(…)
Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada. A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos “defeitos”, ou “aquecimento” ou “resfriamento” do aparelho de gravação, tudo isso nos exatos termos que consta dos autos, podem ter truncado e comprometido o teor e o sentido da conversa. Inclusive com a “desconfiguração dos dados armazenados”.
Neste trecho, ele se refere a uma conversa que mantém com Durval sobre quanto dinheiro existe em caixa para distribuir entre secretários e representantes da base aliada. O trololó do aparelho que esquenta e esfria pode até fazer algum sentido num tribunal. Politicamente, torna tudo mais ridículo.

Os advogados estão estudando essa questão. O denunciante propunha realização de pesquisas, conversas de apoio político. Deixamos claro que não aceitaríamos essas doações, pois só cuidaríamos de campanha no próximo ano. Quando a outras imagens ou informes inseridos no inquérito relativos a doações que ele teria feito a outros políticos, é preciso que haja análise cuidadosa para esclarecer melhor as datas e as responsabilidades.
De fato, há muita coisa do tempo em que Durval era uns dos capas-pretas de Joaquim Roriz. Ocorre que foi mantido no governo e nele transitava com grande desenvoltura.
(…)
Com apoio da Controladoria e da Polícia Civil, vamos colaborar com tudo o que for necessário para as investigações do MPF e do STJ. Confiamos na Justiça e vamos continuar trabalhando no dia-a-dia do governo, agora livres dessa herança maldita do governo anterior.”
Arruda supõe, não sem razão, que o grupo de Joaquim Roriz, com quem ele acabou rompendo, maneja alguns peças importantes desse jogo. Bem, Durval era um dos homens de Roriz — e, como se vê, ajudou Arruda em suas “ações sociais” nos anos de 2004, 2005 e 2006…

Não há escapatória, senhores do DEM: hoje é pior do que ontem e melhor do que amanhã. Seja ou não verdadeira a história de que Arruda colaborou com dinheiro ilegal para ações do partido em outros estados, ele tem de sair. Nesse caso, o dano será certamente grande. Mas será devastador se ele ficar.

A única ação racional é expulsá-lo, independentemente do grau de contaminação. E que os democratas não façam a besteira de se espelhar no PT: “Ah, os petistas passaram por isso, estão todos lá, e nada aconteceu”. Ocorre que os democratas não têm um Lula para chamar de seu. Aquele inimputável pode tudo. Ele conta que, na cadeia, tentou “subjugar” o “menino do MEP”, seus parceiros morrem de rir com a piada, e parte da imprensa ainda se indigna: “Que absurdo publicar um negócio desses!”. Se ele pode até isso, pode tudo, pode qualquer coisa.

Ao DEM só é permitido o que está dentro da lei. Mas atenção! Isso é o certo, não aquilo! Ah, sim! No momento certo, eu também disse: “Fora, Lula!”

01
dez
09

POR QUE OS DIÁLOGOS DO GENRO DO PRESIDENTE NÃO VÃO PARAR NA TV?

Por Reinaldo Azevedo(veja):

Na madrugada de sábado, publiquei o trecho da reportagem de VEJA desta semana que segue em azul. Não! Não o faço para minimizar a situação de José Roberto Arruda. Como já escrevi, espero que ele seja expulso do DEM e deposto: sem legenda, não poderá se candidatar a porcaria nenhuma no ano que vem. Acreditem: mesmo depois de tudo, é má sorte para o povo do Distrito Federal. Corre o risco de ficar entre Joaquim Roriz, aí em sua versão mais “pura”, e o PT. Mas isso não importa agora. Peço que leiam ou releiam o que segue.

Por Gustavo Ribeiro. Comento em seguida.
Não são raros os casos de chefes de estado que, vez por outra, se encontram na constrangedora situação de administrar fanfarronadas de parentes, amigos ou pessoas próximas. O presidente Lula não escapa dessa maldição. Ele já passou por essa situação algumas vezes, uma delas quando seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi pilhado pedindo dinheiro (”dois pau”) a um empresário do ramo de jogos. Agora, um genro do presidente aparece como protagonista de atos ilegais em uma investigação da Polícia Federal. O genro é Marcelo Sato, casado com Lurian, filha mais velha de Lula. Sato foi flagrado pelos policiais negociando o recebimento de 10.000 reais de um empresário ligado a uma quadrilha investigada por lavagem de dinheiro, operações cambiais clandestinas, ocultação de bens e tráfico de influência. Equivaleria a um certificado de boa conduta se tudo o que esses parentes e meios-parentes de Lula tivessem obtido de benefícios próprios em sete anos de governo fossem os “dois pau” para Vavá e os 10.000 reais para Sato, que deveria repassá-los a Lurian, conforme as gravações da PF. Mas a questão não pode ser colocada em termos de valores absolutos. É grave o caso de Marcelo Sato, oficialmente empregado como assessor parlamentar.
O marido da filha do presidente prestava serviços a uma quadrilha, ora acompanhando processos em órgãos federais, ora usando sua condição de “genro” para agendar reuniões dos suspeitos com autoridades do governo.

Há a transcrição de conversas entre Sato e o empresário acusado de chefiar a quadrilha. Seu nome é João Nojiri, que acabou preso. Pergunto: não seria mesmo do balacobaco ouvir e “ver” esta conversa na TV? Sato se refere a seu sogro:

Nojiri: Tá, mas que horas você acha que é bom ir pra lá?

Sato: Ah, porque hoje ele vai receber o presidente de Guiné Equatorial. Era pras 15h. Ele tá atendendo agora a agenda das 13h45. Aí depois tem o presidente, tem a Dilma, tem o Múcio, aí a gente.

N: Então, mas que horas você acha que a gente tem que ir pra lá?

S: Umas 18h30, por aí. Em princípio, o Múcio tava pra umas 19h. Acho que ele vai antecipar tudo e a gente conversa com ele. Ele vai pro Chile e volta domingo. (…)

N: Onde você tá?

S: Agora eu tô aqui saindo do (Palácio da) Alvorada.

N: Você não quer encontrar antes da gente ir lá pro anexo?

S: Se você quiser ir pra lá, pode ir. Porque eu já vou acertar direitinho lá no gabinete agora, entendeu?

N: Pode deixar marcado. Deixa tudo certo. Tô falando pra conversar com você antes de eu te encontrar, pra ir junto pra lá.
Que que você quer fazer?

S: Quero sentar lá no Palácio agora, falar: “Vem pra cá tal hora, certinho, que a gente vai falar”

Nesta outra conversa, Nojiri procura falar com Lurian e aciona um certo Guilherme, amigo da filha do presidente Vejam pra quê.

Noriji: Eu precisava do rádio, do ID do rádio da Lurian.

Guilherme: Eu não tenho.

N: Achei que você tinha o radio dela.

G: Não, não tenho.

N: E como você fala com ela?

G: MSN

N: Tá bom, então. Eu estou conversando com ela por e-mail. Diz a ela que eu estou resolvendo a questão dela, de uma necessidade, até sexta feira. Para ela dar uma consultada na conta do marido.

G: Tem certeza que tem que ser na conta dele? Porque ele não vai dizer a ela que entrou e ele não autoriza a ficar checando conta…

Um hora e trinta e cinco minutos depois da primeira ligação, Nojiri manda sua secretária fazer dois depósitos de 5000 reais na conta de Marcelo Sato.

Noriji: Josi, aquele depósito. A Sacha te falou que tinha que fazer?

Secretária: Depósito do Village?

N: Não, o outro. Do Marcelo (Sato).

S: Tá aguardando um ok do senhor, se é pra fazer na conta dele ou na conta da esposa.

N: Faz na conta dele mesmo. Dois depósitos de 5, tá bom?.

S: Tá ótimo então. Vou falar pra fazer na conta dele.

Vinte minutos depois, João Nojiri liga para Marcelo Sato e informa sobre o depósito:

Nojiri: Oi, querido.

Marcelo Sato: Fala, querido. Tudo bem?

N: Eu estou fazendo um negócio pra você, tá? Tô sabendo que você tá precisando. Conta com isso.

M: Tá. Bom, a gente conversa direitinho…

Desfecho
Agora leiam trecho de uma reportagem na Folha de hoje:
O procurador da República em Florianópolis, Marcelo da Mota, recorreu ao Tribunal Regional Federal, de Porto Alegre, da decisão da juíza Ana Cristina Krämer, da 1ª Vara Federal Criminal de Florianópolis, que considerou nulas as acusações contra 31 denunciados na Operação Influenza por causa de grampos ilegais, autorizados apenas pela Justiça estadual.
No processo, Marcelo da Mota havia solicitado o encaminhamento ao Supremo Tribunal Federal de continuidade nas investigações de pessoas com foro privilegiado que apareciam nas gravações.
Entre os políticos citados nas gravações estavam o deputado federal Décio Lima (PT-SC), o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique (PMDB), e o assessor parlamentar Marcelo Sato Rosa, que trabalha para a deputada estadual Ana Paula (PT), mulher de Décio Lima. Sato é casado com Lurian, filha do presidente Lula.

Encerro
Entenderam? Certamente não preciso desenhar.

PS: POR FAVOR, NÃO DÊEM CURSO À LENDA DE QUE MARCELO SATO É SOBRINHO DA DELEGADA ELISABETE SATO, QUE ATUOU NO CASO CELSO DANIEL. ELES NÃO SÃO PARENTES!




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