Arquivo para 19 de agosto de 2010

19
ago
10

Xana Brasileira faz previsão para signos de endividados em livro de R$ 6,90

da Livraria da Folha

Não há almoço grátis. Nos últimos anos, o brasileiro se embriagou na farra do consumo. Comprou carro com imposto zero, deu entrada em empréstimos para comprar a casa própria, trocou o fogão, a geladeira, a TV e outros eletrodomésticos. Sem falar no celular mais estiloso, no notebook, no banho de loja no visual. Tá podendo, hein?! Mas nem todo mundo controla seus gastos. Resultado: vive-se pendurado no cheque especial ou estourando os limites do cartão de crédito.

Por um instante, esqueça seus problemas de bolso. Afinal, “quem não deve não tem”, “devo, não nego, pago quando puder”. Há sempre uma Mega Sena acumulada na esquina. E quem sabe não se acha um poço de petróleo no pré-sal daquele sítio da sogra?!

Quer rir da desgraça financeira (dos outros,claro)? O livro “Oh! Dívida Cruel” é uma mão na roda. O texto traz uma linguagem de feirante – curta (como seu salário) e grossa (como um cobrador): “Mulher bonita não paga, mas também não leva”. “Aos amigos, tudo. Aos inimigos, o SPC”.

O livro é um show de criatividade na hora de tirar sarro com consumidores compulsivos, caloteiros, gente apegada à status material (do tipo “come sardinha e arrota caviar”) ou que faz malabarismos para fugir do desemprego, da falta de grana.

Um dos capítulos mais divertidos apresenta a fictícia astróloga Xana Brasileira, que também tem terreiro de umbanda em um sítio em Campos do Jordão, afinal, um dos mantras dos economistas é “diversifique seus talentos e investimentos”. No livro, ela mostra como cada signo lida com finanças, dá conselhos dos astros e indica profissões mais acertadas para sair do buraco.

Para que Xana não meta o pau na Livraria da Folha nem jogue uma maldição sobre nossa equipe, selecionamos só alguns trechos do livro sobre cada signo, a fim de não estragar a surpresa dos seus futuros leitores.

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19
ago
10

Internet é um desafio e não uma ameaça para os jornais, dizem especialistas

DA EFE, NO RIO DE JANEIRO
A internet tem que ser vista como um desafio e não como uma ameaça para os jornais em papel, que nem deixarão de existir, nem desperdiçarão as facilidades que a rede lhes oferece, segundo os especialistas que participaram hoje no Rio de Janeiro do 8º Congresso Brasileiro de Jornais.

“Os novos meios de comunicação nunca vão substituir os meios de imprensa tradicionais. Eles não constituem uma ameaça, mas um desafio saudável que obriga os meios de comunicação tradicionais a gerar novas ideias”, afirmou o diretor do Nieman Journalism Lab da Universidade de Harvard (EUA), Joshua Benton.

Ele assegurou que os periódicos americanos exageram ao tratar da ameaça representada pela internet e que, apesar de perderam espaço, publicidade e público, já se estão recuperando, ampliando seus quadros e investindo no diferencial com o qual podem competir.

“Ainda há público para os meios de comunicação tradicionais e não acho que eles vão deixar de existir, pelo menos não em um futuro próximo”, acrescentou.

“Os meios de imprensa tradicionais mais competentes e que saibam aproveitar seu diferencial, que é a credibilidade, vão sobreviver. Não haverá um tipo de meio dominando o outro”, disse por sua vez o diretor de redação do jornal “Folha de S. Paulo”, Otavio Frias Filho.

O sociólogo Demetrio Magnoli, investigador de conjuntura internacional da Universidade de São Paulo e colunista dos jornais “O Estado de S. Paulo” e “O Globo”, afirmou que a imprensa escrita conta com uma credibilidade que os meios digitais dificilmente conquistarão.

Magnoli lembrou que quando o site Wikileaks publicou documentos secretos da guerra dos Estados Unidos no Afeganistão o fez em associação com três grandes jornais aos quais ofereceu o material.

“O próprio diretor do Wikileaks admitiu que buscou os jornais para obter a credibilidade das marcas que estão no papel e que a internet não tem”, acrescentou o sociólogo.

“Apesar do grande desenvolvimento da imprensa digital, a credibilidade segue associada às marcas que estão no papel”, afirmou.

Para Magnoli essa credibilidade se deve ao custo do papel, que é limitado e caro, e leva os jornais a só publicarem notícias que valem a pena imprimir.

“Para a internet, onde se publica sem custos, qualquer coisa é notícia e qualquer coisa pode ser publicada”, disse.

A presidente da ANJ (Associação Nacional de Periódicos), Judith Brito, afirmou que a credibilidade dos periódicos está vinculada ao investimento que eles fazem para buscar e investigar notícias e não só reproduzi-las.

Acrescentou que os portais de internet carecem dessa credibilidade porque não investem realmente na produção e preferem a reprodução.

“Os jornais são responsáveis por cerca da metade do conteúdo jornalístico novo, contra só 4% produzido pelas novas plataformas digitais. No entanto, essas plataformas replicam as informações (dos jornais) umas 4,4 vezes em média, e até 15 vezes quando se tratam dos títulos de maior credibilidade, sem pagar nada aos produtores desses conteúdos”, disse Brito.

Para a presidente da ANJ, “as empresas jornalísticas sérias exigem de seus profissionais, jornalistas altamente qualificados, o uso de técnicas de investigação e o compromisso com princípios editoriais transparentes. Por isso, produzir informação inovadora e de qualidade custa caro”.

Brito disse que, perante a concorrência da internet, os jornais têm que buscar um modelo de jornalismo independente e de qualidade que seja sustentável na era da internet.

Benton, por sua vez, lembrou que além de não representar uma ameaça, a internet facilita o trabalho dos meios tradicionais, que podem trabalhar mais rápido, melhorar suas investigações, reduzir os custos de distribuição, ter acesso as fontes mais diversificadas, reduzir seus erros e corrigi-los mais rápido e cobrir áreas que antes estavam fora de seu alcance.

19
ago
10

Em enquete, 47% dos leitores dizem que Serra venceu debate Folha/UOL contra 41% para Dilma

Para 47% dos leitores da Folha.com o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, venceu o debate promovido pela Folha/UOL ontem em São Paulo com os três principais presidenciáveis.

A candidata petista ficou em segundo lugar com 41% das preferências, enquanto Marina Silva (PV) teve 12%. Até as 19h desta quinta-feira, 26.293 responderam a enquete.

O resultado da enquete não tem valor de amostragem científica e se refere apenas a um grupo de leitores do site.

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Durante as três horas do debate, o vídeo foi visto ao vivo 1.417.610 vezes. Entre quarta e as 15h30 desta quinta, os vídeos do debate foram vistos sob demanda mais 331.011 vezes. E continuarão disponíveis na internet.

O confronto ainda foi acompanhado por cerca 190 jornalistas de outros veículos.

A Folha.com registrou nas 24 horas do dia 18 de agosto acesso de 170 países diferentes. Depois do Brasil, os países que mais deram audiência ao debate Folha/UOL foram Estados Unidos, Portugal, Japão, Alemanha e Reino Unido.

No dia da transmissão, o site UOL Notícias teve uma audiência 569% maior que a média diária e 70,6% maior do que o recorde histórico anterior, que havia sido durante a cobertura do julgamento do casal Nardoni.

Mais de 80 sites diferentes fizeram a transmissão simultânea do vídeo do debate de norte a sul do Brasil.

O confronto também teve ampla repercussão em outros sites, além de blogs e redes sociais.




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