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18
maio
10

Potências nucleares aprovam rascunho de sanções contra o Irã, diz Hillary

Documento será submetido à aprovação dos membros do Conselho de Segurança nesta terça.

estadão.com.br
WASHINGTON – A secretária de Estado dos EUA, anunciou nesta terça-feira, 18, que as potências nucleares aprovaram um rascunho da resolução de sanções a ser importa sobre o Irã por conta do controvertido programa nuclear deste país.

Segundo Hillary, China e Rússia, as duas potências relutantes em aprovar as medidas, concordaram com os termos de um documento inicial elaborado também por França e Reino Unido. O rascunho será apresentado ainda nesta terça aos outros membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Chegamos a um acordo sobre um rascunho da resolução com a cooperação da China e da Rússia”, disse Hillary sobre as negociações que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha têm mantido. “O rascunho circulará pelo Conselho ainda hoje”, disse a secretária de Estado. Um diplomata confirmou que o Conselho de Segurança se reunirá na tarde desta terça a portas fechadas para verificar o acordo.

“Enquanto reconhecemos os esforços de Brasil e Turquia para encontrar uma solução a respeito dos desafios que o Irã faz à comunidade internacional, precedemos com o estudo de sanções que ao nosso ver enviará uma mensagem sobre o que esperamos do país”, disse Hillary.

As sanções eram pretendidas pelas potências ocidentais, que temem que o Irã enriqueça urânio para produzir armas de destruição em massa. Elas dizem que a República Islâmica não coopera com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nas investigações sobre seu programa nuclear. Teerã, porém, nega e afirma que mantém as atividades atômicas apenas para produzir energia elétrica.

O anúncio é feito apenas um dia depois de Irã, Brasil e Turquia selarem um pacto que prevê a troca de urânio enriquecido de Teerã por material atômico pronto para ser usado no reator de pesquisas. O acordo levantou dúvidas sobre a viabilidade do pacote de sanções – o quarto a ser aplicado sobre a República Islâmica – já que várias nações o consideraram um passo positivo na crise nuclear do país.

Os discurso dos países ocidentais que negociavam as sanções, porém, foi baseado no argumento de que o acordo não impediria a aplicação das resoluções, já que elas recairiam sobre o fato de que o Irã não deixaria de enriquecer urânio a níveis mais altos.

China

Ao mesmo tempo em que Hillary anunciou o apoio da China, porém, Pequim expressou apoio ao acordo fechado entre Irã, Brasil e Turquia na segunda. “Damos muita importância e congratulamos o acordo firmado entre Brasil, Irã e Turquia para o fornecimento de urânio para o Reator de Pesquisa de Teerã. A China sempre apoiou a estratégia da via de mão dupla”, afirmou nesta terça o porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores da China, Ma Zhaoxu.

Os chineses mostravam-se desfavoráveis às medidas restritivas contra o Irã por conta das boas relações comerciais que mantêm com o país persa e diziam que só as apoiariam caso fossem leves e não afetassem significativamente a economia iraniana. Segundo o comunicado de Hillary, porém, o atual pacote de sanções, se aprovado, será o mais pesado de todos já impostos sobre a República Islâmica.

Acordo

Também nesta terça, antes do anúncio de Hillary, os países envolvidos no acordo cobraram a compreensão das potências sobre o pacto e pediram maior espaço para as negociações.

O Irã, anunciando que comunicaria a AIEA por escrito sobre a troca de urânio, cobrou uma “resposta rápida” das potências para que o intercâmbio se desse o quanto antes. “Esperamos que os membros do grupo de Viena (EUA, França, Rússia e a AIEA) deem rapidamente a conhecer a sua disponibilidade para efetuar o intercâmbio oferecido por Teerã”, afirmou o porta-voz do ministérios iraniano de Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast.

Já o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, pediu que as potências não enfraqueçam a possibilidade de um acordo nuclear com o Irã ao negociarem novas sanções ao país. Segundo Davutoglu, o acordo firmado na segunda rompeu “uma importante barreira psicológica” e caminhou rumo ao “estabelecimento da confiança mútua”. “As discussões sobre sanções irão corromper a atmosfera – e a escalada de declarações pode provocar a opinião pública iraniana”, disse o ministro, em Istambul.

O Brasil, por sua vez, pediu espaço para as autoridades brasileira e turcas nas conversas entre os membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha. “Creio que seria normal que pelo menos em uma boa parte as negociações sejam abertas para o Brasil e para a Turquia. Seria normal e desejável”, disse Marco Aurélio Garcia, assessor para assuntos internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acrescentando que o grupo deveria ser formalizado.

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02
dez
09

Irã diz que produzirá sozinho o urânio enriquecido de que precisar

da Folha Online

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta quarta-feira que seu país produzirá, “sozinho”, todo o urânio enriquecido a 20% de que precisar para fabricar combustível nuclear.

“Eu declaro aqui que, com a graça de Deus, a nação iraniana irá produzir sozinha 20% e tudo o mais que precisar”, disse Ahmadinejad, diante de uma multidão animada, em Ispahan. “Nós dissemos a eles ‘deem combustível 20%’, mas daí eles começaram a impor condições. Então nós dissemos ‘se vocês quiserem dar o combustível, nós pegaremos, se não, então tudo bem e obrigado'”, relatou o presidente aos iranianos.

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) aprovou uma resolução sexta-feira (27) censurando o Irã por construir secretamente uma usina de enriquecimento de urânio perto da cidade de Qom. Em retaliação, domingo (29), Teerã anunciou planos de construir outras dez plantas de enriquecimento de urânio.

Recentemente, o Irã rejeitou um esboço de acordo com a AIEA que previa a troca de urânio enriquecido iraniano (a 3,5%) por urânio enriquecido a 20% desde que os processos fossem realizados em outros países, como a França. O plano foi aprovado pelas grandes potências, que acusam o Irã de usar o programa nuclear para buscar uma bomba, mas acabou negado pelo Irã, que agora ainda reivindica a autoria da proposta.

“Nós estávamos interessados, desde o início, em resolver todos os problemas relacionados à questão nuclear. Agora, em nossa opinião, está acabado. Não importa o quanto eles chorem”, afirmou Ahmadinejad. “Eles [países ocidentais] uma vez mais provaram que não têm compromisso com a lei. Eles usam órgãos internacionais como ferramentas. A era de jogos tão infantis já acabou.”

O Irã possui, atualmente, uma usina de enriquecimento de urânio em funcionamento, na qual já conseguiu enriquecer, a 3,5%, 1,5 kg da substância. No entanto, o país afirma precisar de combustível enriquecido a 20% para fazer funcionar um reator nuclear com fins medicinais.

29
out
09

Irã propõe mudanças a proposta de agência nuclear

irã
Internacional
Irã diz que desenvolve programa nuclear com fins pacíficos
O Irã disse nesta quinta-feira que está disposto a aceitar a ideia de enriquecer urânio no exterior, desde que a proposta original, da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), passe por ajustes.

Após submeter à AIEA a resposta de seu governo ao plano, o representante iraniano em Viena, Ali Asghar Soltaniyeh, disse à agência de notícias oficial ISNA que “é preciso garantir que as inquietações econômicas e técnicas do meu país sejam contempladas durante as negociações”.

Pela proposta da AIEA, que tem o apoio americano, o urânio iraniano seria enviado à Rússia e à França para enriquecimento e voltaria ao país após ser transformado em combustível.

“O diretor da AIEA, Mohamed El Baradei, recebeu uma resposta inicial á proposta. Ele está se consultando com o governo iraniano e as outras partes relevantes com a esperança de que se possa chegar a um acordo rapidamente”, disse a AIEA por meio de um comunicado.

As autoridades iranianas não revelaram exatamente que mudanças estariam sendo propostas na réplica do país. Nesta quinta-feira, o jornal Javan, pró-governo, afirmou que elas incluiriam um esquema de “troca simultânea”, pelo qual o Irã enviaria urânio ao exterior em etapas, e não de uma só vez.

Ao mesmo tempo, receberia a substância enriquecida para alimentar um reator de pesquisa em Teerã.

‘Bons olhos’

Mais cedo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, expressou sua satisfação com o que chamou de “uma mudança de confrontação para cooperação” por parte dos países ocidentais em relação à questão nuclear iraniana.

“Vemos com bons olhos a troca de combustível, cooperação nuclear, construção de usinas de energia e reatores, e estamos prontos para cooperar”, disse o presidente iraniano, durante um discurso na cidade de Mashhad, transmitido pela televisão.

Mas ele reiterou que o país não abrirá mão do seu direito de deter tecnologia nuclear para finalidades energéticas.

Teerã diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas vários países, entre eles os Estados Unidos, manifestaram publicamente o temor de que a tecnologia seja usada para produzir armas nucleares.

A descoberta da existência de uma segunda instalação nuclear perto da cidade de Qom, no mês passado, aumentou os temores ocidentais sobre as verdadeiras intenções do governo iraniano.

Uma delegação da AIEA enviada para inspecionar a nova a instalação retornou nesta quinta-feira sem revelar detalhes sobre as informações colhidas.

25
set
09

AS FADAS SININHO DE LULA

Deu na Folha de hoje.
Título: Lula falou a iraniano que negar Holocausto é grave, diz governo
Trecho do texto
CLÓVIS ROSSI:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse anteontem a seu colega iraniano Mahmoud Ahmadinejad que é “um erro muito grave” negar o Holocausto, como o presidente do Irã o faz reiteradamente. A informação foi dada ontem aos jornalistas brasileiros que cobrem o encontro de cúpula do G20 por Marco Aurélio Garcia, o assessor diplomático de Lula.
De acordo com esse relato, Ahmadinejad respondeu que ele não nega o Holocausto, mas a utilização política dele por parte de Israel para justificar suas ações repressivas em relação aos palestinos.
A explicação do presidente iraniano não convenceu Lula, que retrucou que a questão do Holocausto e a maneira como o Irã se coloca ante o massacre de judeus pela Alemanha nazista “complicam muito a imagem do Irã no mundo”.
Após o encontro de anteontem em Nova York, Lula disse à imprensa brasileira, no entanto, que a posição de Ahmadinejad sobre o Holocausto “é problema dele” e não influencia a relação Brasil-Irã.
Sobre o programa nuclear do Irã, segundo Marco Aurélio, Lula disse exatamente o que o presidente Barack Obama pedira durante o diálogo que mantiveram à margem da cúpula do G8 ampliado na Itália, em julho: que o programa nuclear deve ser apenas para uso pacífico, que o Brasil está proibido até constitucionalmente de utilizar a energia nuclear para finalidades militares e que o Irã deveria submeter-se às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Ahmadinejad disse a Lula o que vem repetindo sempre: também o programa iraniano é para usos pacíficos.
O problema é que os principais países que têm armas nucleares, como EUA e até a Rússia, não acreditam e ameaçam adotar novas sanções contra o Irã.

24
set
09

Na ONU, potências alertam Irã para novas sanções

Por Reuters, reuters.com,
Por Lou Charbonneau e Parisa Hafezi

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – Os Estados Unidos e outras grandes potências alertaram na quarta-feira o Irã para preparar até 1o de outubro uma “resposta séria” às exigências de suspensão do seu programa nuclear, sob risco de sofrer consequências.

“Esperamos uma resposta séria do Irã e iremos decidir, no contexto da nossa abordagem de duas pistas, como resultado da reunião, sobre os nossos próximos passos,” disse o chanceler britânico, David Milliband, lendo uma nota em nome de Grã-Bretanha, EUA, França, Alemanha, China e Rússia.

Ele se referia à reunião de 1o de outubro, em Genebra, que marca a retomada das negociações para a suspensão do programa de enriquecimento de urânio do Irã, uma atividade que pode ser usada para a geração de energia com fins civis – o que Teerã diz ser o seu caso – ou para o desenvolvimento de armas nucleares – que potências ocidentais dizem estar em curso.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que todas as partes concordaram que poderia haver consequências se o Irã não apresentar uma resposta substancial nas negociações.

Posteriormente, porém, a China declarou que aumentar a pressão sobre o Irã não será algo eficaz. “Acreditamos que as sanções e o exercício de pressões não são o caminho para resolver problemas e não são propícios aos esforços diplomáticos quanto à questão nuclear iraniana,” disse Jiang Yu, porta-voz da chancelaria chinesa, a jornalistas em Pequim.

Em seu discurso na ONU, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, evitou mencionar diretamente a questão nuclear.

Mas o líder iraniano manteve sua habitual retórica contra Israel, acusando o país de “políticas desumanas” nos territórios palestinos e de dominar os assuntos políticos e econômicos do mundo.

Representantes dos EUA e da Grã-Bretanha deixaram o plenário da Assembleia Geral na hora dos comentários de Ahmadinejad sobre Israel.

“É frustrante que o senhor Ahmadinejad mais uma vez tenha escolhido mostrar uma retórica odiosa, ofensiva e antissemita,” disse Mark Kornblau, porta-voz da missão da ONU.

Horas antes do discurso, manifestantes se reuniram em frente à missão do Irã na ONU para protestar contra uma suposta fraude na eleição presidente de junho. Em seu discurso, Ahmadinejad saudou a eleição “gloriosa e plenamente democrática” que “me conferiu mais uma vez uma ampla maioria.”

Em seu discurso desta semana na ONU, Obama pediu auxílio de outros líderes mundiais no combate aos desafios globais. “Aqueles que costumavam recriminar a América por agir sozinha no mundo não podem agora ficar de lado e esperar que a América resolve sozinha os problemas do mundo,” disse ele.

Obama esteve entre os primeiros oradores importantes da Assembleia Geral, que congrega mais de cem chefes de Estado e de governo para discutir questões como proliferação nuclear, terrorismo internacional, mudança climática e pobreza.




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