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08
out
09

VANDALISMO NO CAMPO. O MST É A NOSSA AL QAEDA

Alguns leitores reclamaram do tom que empreguei em dois textos sobre os ditos sem-terra: MAIS UM CRIME ESCANCARADO DO MST. ATÉ QUANDO? e ARRUMEM SANGUE PARA O MST. O MOVIMENTO ESTÁ COM SEDE. Dizem que exagerei um pouco; que poderia ter sido mais compreensivo com um problema cuja natureza é social. Pois é: eu não acho que seja, mas volto a este ponto mais tarde. Quero me ater aqui às demonstrações de selvageria explícita do movimento, que abandonou a fazenda Cutrale, obedecendo a uma ordem judicial, mas deixou atrás de si um rastro impressionante de destruição: mais pés de laranja derrubados, tratores destruídos, instalações depredadas.

Quem fez aquela miséria toda? Foi o MST! Mas como intimar o movimento a dar explicações? Como responsabilizá-lo criminalmente? Ele não existe! Os sem-terra se organizam como um partido clandestino. A figura mais carimbada do movimento é João Pedro Stedile, chefe dessa indústria de produzir ideologia e mentiras. Mas notem que ele tem aparecido pouco. Gilmar Mauro já teve o seu período de estrelato e sumiu. Depois foi a vez de Jaime Amorim, que agora emudeceu. Legalmente, essas figuras pertencem a cooperativas, estas, sim, unidas em espírito ao movimento. O MST é a Al Qaeda nativa – um pouco mais centralizado, é verdade -, e Stedile é seu Osama Bin Laden.

Saibam que o movimento mantém em segredo os nomes da maioria dos dirigentes – seguindo, rigorosamente, a receita de um partido que eles chamariam “revolucionário” e que eu chamo “terrorista”. A ação no laboratório da Aracruz já havia evidenciado do que essa gente é capaz. A depredação da fazenda da Cutrale, no entanto, superou mesmo as piores expectativas. O que distingue aquilo que vimos da ação de um grupo qualquer que integre o crime organizado? Não faltou nem mesmo o assalto puro e simples, o roubo.

Tentam alguns emprestar sotaque econômico – e até de economia política – a esta fase de radicalização do movimento: o programa Bolsa Família teria desmobilizado os ditos sem-terra ao lhes tirar, como chamarei?, os obreiros da ideologia, aquela massa de manobra que serve aos propósitos do movimento sem nem saber por quê. Muitos teriam preferido pegar a ajuda oficial, deixando o MST pra lá. Não descarto que isso tenha acontecido. Mas que não se deduza daí que o movimento está “fraco”.

Nunca esteve tão forte a depender do ângulo que se olhe. O MST tem hoje o controle do Incra e praticamente monopoliza as verbas públicas dedicadas à assistência social ao campo. Em cinco anos, o governo repassou para ONGs ligadas ao movimento a estupenda quantia de R$ 115 milhões. Outro dia, um desses articulistas especializados em igualar desigualdades indagou quanto o governo cedeu à indústria na forma de renúncia fiscal ou redução de impostos. Foi para promover a baderna? Foi para financiar a transgressão a uma penca de artigos da Constituição e do Código Penal?

MP antiinvasão
Existe uma Medida Provisória contra invasão de terras, editada em 2000, no governo FHC. O número de invasões caiu drasticamente. E voltou a subir no governo Lula. Foram 497 entre 2000 e 2002 (na média, 165,67 por ano) contra 1.357 entre 2003 e 2008 (média de 226,17) – um aumento de 37%. A violência cresceu brutalmente. A MP basicamente indispõe para reforma agrária terra invadida. Atenção! O governo Lula nunca a aplicou. O PT chegou a recorrer ao Supremo contra a MP quando era oposição e perdeu. No poder, Lula se nega a cumprir um texto legal. Os petistas não aplicam leis com as quais não concordem.

O verdadeiro responsável pelo vandalismo do PT chama-se Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do que ele pratica, negando-se a aplicar a lei que coíbe invasões, é prevaricação.

Cadê o Ministério Público?
Cadê a OAB?
Cadê aquela, como é mesmo?, associação dos juízes em defesa da democracia — ou algo parecido? Na última vez em que ouvi falar de sua presidente, ela havia assinado um manifesto contra — eu escrevi CONTRA — uma CPI para investigar a origem dos recursos que alimentam os ditos sem-terra.

Uma associação de juízes que assina um manifesto contra uma prerrogativa legal do Congresso — fazer CPIs —, mas que se cala diante da prevaricação do presidente da República dá uma definição de si mesma e de seus critérios de justiça. E ajuda a explicar por que chegamos a este ponto.

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07
out
09

MST afirma que derrubou lavoura de laranja para denunciar grilagem

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou hoje (6), por meio de nota, que derrubou parte da lavoura de laranja da empresa Cutrale, em Borebi (SP), para denunciar a suposta grilagem de terras públicas.

“A produtividade da área não pode esconder que a Cutrale grilou terras públicas, que estão sendo utilizadas de forma ilegal, sendo que, neste caso, a laranja é o símbolo da irregularidade. A derrubada dos pés de laranja pretende questionar a grilagem de terras públicas”. A fazenda, localizada a 300 quilômetros da capital paulista, foi tomada por cerca de 350 famílias, no último dia 27.

O MST também acusa a Cutrale de formação de cartel na produção de sucos e de despejos de esgotos sem tratamento em diversos rios da região. “A empresa também já foi autuada inúmeras vezes por causar impactos ao ecossistema, poluindo o meio ambiente ao despejar esgoto sem tratamento em diversos rios. No entanto, nenhuma atitude foi tomada em relação a esta questão”, afirma a nota.

Apesar do movimento ter recebido receber um aviso de liminar da Justiça para a desocupação da área, as famílias pretendem permanecer na fazenda até que seja marcada uma reunião com o superintendente do Incra. No encontro, o movimento deverá exigir que as terras griladas sejam destinadas para a reforma agrária.

O presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, condenou a invasão da fazenda. Segundo ele, “este tipo de ação não contribui para a resolução dos conflitos fundiários e para o avanço da reforma agrária no país”.




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