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05
abr
10

SEMANA DEVE DIFINIR FUTURO DA CAMPANHA PRESIDENCIAL

Fora dos cargos no Executivo, os dois principais adversários na disputa pela presidência da República partem para as campanhas sem as barreiras das funções que exerciam. A candidata petista e ex-ministra Dilma Rousseff tem encontro marcado com aliados políticos. Participa hoje da posse do presidente do PR, ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, e na quinta-feira se encontrará com o PCdoB.
O PSDB prepara para sábado, em Brasília, o grande evento de lançamento da candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra. O tucano dará a largada com um discurso no qual dará o norte do que pretende para o País, caso seja eleito.
No PSB, está prevista para amanhã mais uma rodada de conversas da cúpula do partido com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para definir o futuro da legenda na disputa eleitoral. O partido esperava, com o fim do prazo de desincompatibilização na semana passada, uma definição mais clara do cenário nacional e nos Estados sobre as possibilidades de candidaturas e alianças partidárias para buscar a posição oficial, sobre o lançamento ou não de Ciro Gomes na disputa presidencial.
O primeiro compromisso de Dilma Rousseff fora do governo será a posse de Alfredo Nascimento como presidente do PR. Pré-candidato ao governo do Amazonas, Nascimento acaba de deixar o ministério dos Transportes e receberá a ex-ministra da Casa Civil como convidada de honra. Nos bastidores da festa, o PT discute com o PR as alianças regionais no Rio de Janeiro e na Bahia.
No Rio, Sérgio Cabral exige atenção exclusiva de Dilma na campanha à reeleição ao governo, enquanto Anthony Garotinho, do PR, em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, também quer um afago da candidata petista.
Na Bahia, o PT nacional tenta convencer o diretório regional a aceitar a aliança do partido com o PR para lançar uma chapa na qual Jacques Wagner seria candidato ao governo, com César Borges disputando o Senado. Ex-carlista, o nome de Borges tem causado constrangimento e indignação do PT baiano, notório inimigo político da família Magalhães.
No campo oposicionista, José Serra começa a traçar a agenda de viagens de campanha que deve começar logo após o anúncio da pré-candidatura, no sábado, em Brasília, durante encontro nacional do PSDB, DEM e PPS.
Tucanos e aliados discutem se Serra deve abrir a temporada de viagens pelo Nordeste, como estratégia para reduzir a vantagem da adversária petista Dilma Rousseff na região, ou se deve intensificar a campanha no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde ele lidera a disputa.

03
dez
09

Falsas soluções (Editorial)

deu em O globo

A estreia do DEM na crônica dos mensalões, onde já estavam PT e PSDB, pôs em funcionamento engrenagens conhecidas. Declarações veementes de demistas contra o patrocinador-mor do escândalo, governador José Roberto Arruda, do DF, começaram em tom maior, mas, com o tempo, caíram para menor.

Assim, o que poderia ter sido uma reação exemplar às gritantes evidências de corrupção foi pelo mesmo caminho petista e tucano de proteger companheiros pilhados em delito, em nome da suposta necessidade de se dar tempo para a defesa —, como se ela não pudesse ser exercida depois de alguma medida punitiva de ordem ética.

Criticado em vários aspectos, e com razão, o presidente Itamar Franco este erro não cometeu: diante de denúncias contra seu principal assessor, Henrique Hargreaves, ministro-chefe da Casa Civil, afastou-o.

Comprovada a inocência do ex-ministro, Hargreaves reassumiu. Destino diferente de outro ministro de Itamar, Eliseu Rezende, da Fazenda.

Noticiado que ele tivera a conta de hotel em Nova York paga por empreiteira, foi destituído — e não retornou. Junto à manipulação do esperto e conveniente argumento do direito de defesa entrou em cena uma estudada postura magnânima petista, com o presidente puxando o cordão.

Mesmo que ontem, no exterior, Lula tenha considerado o caso “deplorável”, continua marcante sua primeira reação de desconfiar do sentido das cenas fortes de tráfico explícito de dinheiro sujo, protagonizadas pelo governador, deputados distritais, empresários, autoridades do governo do DF.

A postura presidencial light foi sintomaticamente acompanhada por outros petistas estrelados, numa espécie de aceno para um cessar-fogo prévio na campanha de 2010: cada um fica com o seu mensalão, e não usa o do outro como munição de artilharia político-eleitoral.

Deve ser o oposto: campanha eleitoral é momento propício e especial para candidatos e partidos falarem das mazelas nacionais e de como pretendem combatê-las.

Outro desdobramento do escândalo, nada surpreendente, específico do político Arruda, foi o governador reviver seu papel de indignado com as acusações — no caso, os vídeos —, o mesmo que encenou com maestria, entre lágrimas, quando era senador tucano, líder do governo, e subiu à tribuna da Câmara para negar que tivesse participado da violação do painel de votação da Casa, na cassação de Luís Estevão.

Depois, teve de voltar atrás e, com a mesma firmeza, confessou o crime, antes de renunciar para não perder os direitos políticos — válvula de escape de político que um dia terá de ser lacrada.

Mais um repeteco de escândalos anteriores é a facilidade com que se defende a “reforma política”, numa “constituinte exclusiva” para, entre outras alterações, aprovar o “financiamento público de campanha”, vendida como vacina contra toda e qualquer corrupção. Perigoso engano.

A estatização completa das finanças das campanhas não eliminaria o caixa dois, apenas faria o contribuinte pagar mais — ele já arca com parte dos gastos via fundo partidário e ressarcimento pela propaganda gratuita. A traficância financeira continuaria.

Contra ela, só uma legislação mais dura, executada por uma Justiça Eleitoral eficiente. Tampouco deve ser levada a sério a proposta de uma Constituinte para supostamente sanear a política.

O instrumento é indicado para momentos muito específicos de qualquer sociedade; não pode ser banalizado, para não colocar em risco a estabilidade jurídica.

Para pulverizar insetos da casa não é necessário atear fogo nela.

09
nov
09

Aliados cobram definição do PT em SP

deu em o estado de s. paulo

Histórico de derrotas e força dos tucanos levam líderes a pedir pressa na escolha do candidato ao Bandeirantes

De Julia Duailibi e Clarissa Oliveira:

A indefinição sobre o palanque que sustentará a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), em São Paulo na eleição de 2010 tem causado desconforto nos partidos da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A força dos adversários tucanos e o histórico de derrotas do PT no maior colégio eleitoral do País levaram aliados a intensificarem a articulação no Estado para definir uma candidatura já no começo do ano que vem.

Os principais partidos da base aliada se encontram hoje na capital paulista para discutir a aliança que sustentará a candidatura petista e qual o papel que cada um terá no processo. PT, PDT, PSB e PC do B debaterão a eventual candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB) – o nome mais forte do grupo – e colocarão as condições do apoio aos planos do PT.

A reunião, organizada pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho da Força, será na sede do partido em São Paulo. Participarão os presidentes estaduais do PSB, Márcio França, e do PT, Edinho Silva, e representantes do PC do B.




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